No Governo Getúlio Vargas houve o interesse pelo Oeste do Paraná, devido as terras férteis que aqui existiam. Foi então que Getúlio Vargas criou a Marcha para o Oeste e vieram colonizadores do Rio Grande do Sul e Santa Catarina para explorarem o oeste paranaense.

O município de Capitão Leônidas Marques teve sua origem em um projeto de colonização conhecido como “Gleba Andrada”. Esta região, na época, era habitada apenas por foragidos da justiça e aventureiros que sobreviviam da caça, pesca e extração de palmito na então exuberante mata junto à foz do rio Andrada.

A história do município somente apresenta os registros da memória de alguns pioneiros, e seu primeiro personagem foi o cidadão Maximino Farrapo, que foi na época um dos inspetores policiais do Coronel Lapa, que na época era delegado de polícia de Cascavel. Farrapo em 1957 teria se estabelecido na localidade com uma “safra de porcos”, como assim se alcunhava as criações de suínos em terras que atualmente correspondem à sede urbana do Município de Capitão Leônidas Marques. Em 1957, partiu do Rio Grande do Sul uma caravana composta de 30 famílias lideradas pelo Sr. João Ruth Schmidt. Aqui chegando, estas famílias enfrentaram sérias dificuldades, pois aqui era tudo primitivo.Dois anos mais tarde vieram juntar-se aos pioneiros, outras famílias, dando origem à colonização italiana e alemã.

As famílias fundadoras chegaram em 1957, e vieram na sua maioria do Município de Ampere, com parada obrigatória em Marmelândia, pequeno lugarejo às margens do rio Iguaçu, no Município de Realeza. Um dos primeiros a chegar foi João Ruth Schmith, que veio conhecer o local e voltou buscar seus irmãos: Antonio e Clementina, logo em seguida veio a família Lara,a família Borba, a família Hipólito Pereira e muitos outros na seqüência, que chegavam em busca de terras para o cultivo.

Em 1963, já contava com 5 casas comerciais, 1 farmácia e 50 casas de moradia. Como tudo era muito difícil, as lideranças formaram uma comissão junto a políticos de Cascavel e do Governo do Estado para que Aparecidinha (assim chamada na época), que era Distrito de Cascavel, ficasse independente da mesma, pois as dificuldades cada vez mais aumentaram sem resoluções satisfatórias a toda comunidade. Foi assim, no ano de 1963, formada uma comissão Pró-Município, composta de Saul Sartori, Ivo Magnabosco, Ernesto Magnabosco, Liberato dos Santos e Hermes Alcantareo, que se reuniram e resolveram mandar a Curitiba o Sr. Ivo Magnabosco, encarregado de falar com o então Deputado Estadual Arnaldo Busatto sobre a emancipação do Município. Na época representavam os Municípios do Oeste o Deputado Arnaldo F. Bustatto e Basílio Marques. O Deputado Busatto era a favor e o Deputado Basílio Marques contra a emancipação.

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